Fevereiro
(início de 01 a 10)
01
Um
céu, de estrelas bordado;
um
campo cheio de flores;
só
vê quem tem, cultivado,
um
peito cheio de amores.
02
Ai,
mas que amor de menina
que
cruzou o meu caminho!
Será
acaso minha sina
conseguir
os seus carinhos?
03
Do
barco do amor um dia
fizeram-me
capitão;
No
mar houve calmaria,
e
motim no coração.
04
Pobre
de quem, na cachaça,
toda
a memória desmonta;
esquece
o amor lá na praça,
e
o colega toma conta.
05
Bendito
aquele que tem
amor
no peito pra dar.
É
como a chuva que vem
da
flor, a sede matar.
06
Amor
lembra a trepadeira
que
enlaça o caramanchão.
Nos
persegue a vida inteira,
nos
envolve o coração.
07
O
mar na praia termina
com
imensa formosura.
Amor
de fato, menina,
só
acaba na sepultura.
08
Vento
que sopra na serra,
também
sopra à beira-mar.
Quanto
amor meu peito encerra,
deixa
o vento me levar!
09
Enquanto
houver neste mundo
pra
poesia, um lugar,
no
peito, um amor profundo,
poderemos
encontrar.
10
Quando
virá a princesa
que
me fará o favor
de
livrar-me da tristeza
de
ser escravo do amor?
Gilson
Faustino Maia