domingo, 24 de janeiro de 2016

Um ano de amor - trovas 01 a 10 de fevereiro


 

Fevereiro (início de 01 a 10)

 

01

Um céu, de estrelas bordado;

um campo cheio de flores;

só vê quem tem, cultivado,

um peito cheio de amores.

 

02

Ai, mas que amor de menina

que cruzou o meu caminho!

Será acaso minha sina

conseguir os seus carinhos?

 

03

Do barco do amor um dia

fizeram-me capitão;

No mar houve calmaria,

e motim no coração.

 

 

04

Pobre de quem, na cachaça,

toda a memória desmonta;

esquece o amor lá na praça,

e o colega toma conta.

 

05

Bendito aquele que tem

amor no peito pra dar.

É como a chuva que vem

da flor, a sede matar.

06

Amor lembra a trepadeira

que enlaça o caramanchão.

Nos persegue a vida inteira,

nos envolve o coração.

 

07

O mar na praia termina

com imensa formosura.

Amor de fato, menina,

só acaba na sepultura.

 

08

Vento que sopra na serra,

também sopra à beira-mar.

Quanto amor meu peito encerra,

deixa o vento me levar!

 

09

Enquanto houver neste mundo

pra poesia, um lugar,

no peito, um amor profundo,

poderemos encontrar.

 

10

Quando virá a princesa

que me fará o favor

de livrar-me da tristeza

de ser escravo do amor?

 

Gilson Faustino Maia

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Um ano de amor - trovas - final de janeiro - de 21 a 31.


Final de janeiro   

          

21

Na missa na capelinha,

vendo a santa em seu altar,

lembrei-me, amor, da santinha

que me espera no meu lar.

 

22

Eu vejo o clarão da lua

bailando às ondas do mar...

É como o amor que flutua

nos prantos do meu olhar.

 

23

Sabiá lá no arvoredo

Canta alegre todo o dia.

Do meu amor, o segredo,

revela na melodia.

 

24

Um beijo dado no rosto.

Com carinho e muito jeito,

tira, da vida, o desgosto

e nos planta amor no peito.

 

25

Céu azul da minha terra

que tanta beleza tem!

Reflete o amor que se encerra

no meu peito, por meu bem.

 

26

A lua nasce sorrindo,

zombando da minha dor,

pois traz, quando vem surgindo,

saudade do meu amor.

 

27

Amor existe no mundo

desde o velho pai Adão,

que nos deixou, bem profundo,

o vírus no coração.

 

28

Esta carta vai em rima

ao meu amor, que alegria!

E a resposta da menina

será, também, poesia.

 

29

Certo dia eu disse ao vento:

- Faça - me um grande favor:

conduza o meu pensamento

à mente do meu amor.

 

30

Eu disse adeus à tristeza,

com muita satisfação,

quando amor tive a certeza

de achar no teu coração.

 

31

Ai, janeiro, que saudade!

Quanto amor e poesia!

Pois se houve infelicidade,

houve, também, alegria.

 

 

Encerrando o mês de janeiro. Em breve virá fevereiro.

 

Gilson Faustino Maia