Final de janeiro
21
Na missa na capelinha,
vendo a santa em seu altar,
lembrei-me, amor, da santinha
que me espera no meu lar.
22
Eu vejo o clarão da lua
bailando às ondas do mar...
É como o amor que flutua
nos prantos do meu olhar.
23
Sabiá lá no arvoredo
Canta alegre todo o dia.
Do meu amor, o segredo,
revela na melodia.
24
Um beijo dado no rosto.
Com carinho e muito jeito,
tira, da vida, o desgosto
e nos planta amor no peito.
25
Céu azul da minha terra
que tanta beleza tem!
Reflete o amor que se encerra
no meu peito, por meu bem.
26
A lua nasce sorrindo,
zombando da minha dor,
pois traz, quando vem surgindo,
saudade do meu amor.
27
Amor existe no mundo
desde o velho pai Adão,
que nos deixou, bem profundo,
o vírus no coração.
28
Esta carta vai em rima
ao meu amor, que alegria!
E a resposta da menina
será, também, poesia.
29
Certo dia eu disse ao vento:
- Faça - me um grande favor:
conduza o meu pensamento
à mente do meu amor.
30
Eu disse adeus à tristeza,
com muita satisfação,
quando amor tive a certeza
de achar no teu coração.
31
Ai, janeiro, que saudade!
Quanto amor e poesia!
Pois se houve infelicidade,
houve, também, alegria.
Encerrando o mês de janeiro. Em breve
virá fevereiro.
Gilson Faustino Maia
Nenhum comentário:
Postar um comentário