domingo, 21 de fevereiro de 2016

Um ano de amor - trovas de 21 a 29 de fevereiro


21

 

Olhando pela janela

num dia azul de calor,

ouvia a brisa singela

falar-me do meu amor.

 

22

 

Montado no meu cavalo

galopo pelo sertão.

E, do amor, eu sinto o embalo

no fundo do coração.

 

23

 

Meu coração, coitadinho,

sucumbe de tanta dor,

tanta falta de carinho,

saudades do meu amor.

 

24

 

O amor é carta marcada

no baralho desta vida.

Conheço cada jogada,

desde o início da partida.

 

25

 

Quanto amor, amor, amor

e paixão, paixão, paixão,

que não nos trazem calor

quando invadem o coração.

 

26

 

O sol é rei do calor,

governa lá na amplidão.

Nos braços do meu amor

sou rei de qualquer nação.

 

27

 

A vida, do encontro, é arte,

isto o Vinicius dizia.

Se artista eu fosse, em que parte

meu amor encontraria?

 

28

 

Ciranda, minha ciranda,

ciranda do bem- querer,

com meu amor na varanda

é mais doce o meu viver.

 

29

 

Quando nasce um grande amor,

Nasce, também, a alegria;

É como um sol de esplendor

no jardim da poesia.

 

Gilson Faustino Maia

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Um ano de amor - trovas de 11 a 20 de fevereiro


11

Lá na curva do caminho

meu carro não quer correr,

pois lá existe um ranchinho,

meu amor a esconder.

 

12

Basta, chega desta história

de violência e terror.

Quero a paz, quero a vitória

da poesia e do amor.

 

13

Quero a luz, quero o caminho,

quero a paz e quero o amor.

Quero um mundo bem fofinho,

sem tristeza e sem rancor.

 

14

Ai, que saudade da antiga

vida mansa lá do mar!

Da brisa suave, amiga,

do amor que me faz sonhar!

 

15

Do amor que trago no peito,

e me explode o coração,

carrego com muito jeito,

lembrança da perfeição.

 

16

Lembro com muita saudade

do céu azul do passado,

do viço da mocidade,

do amor, do mar ondulado.

 

17

Força do mal, o rancor,

nos tira a tranquilidade.

A força do bem, o amor,

só nos traz felicidade.

 

18

Eu faço versos de ouvido,

sou, na vida, um cantador,

mas se meu verso é sentido,

é porque é verso de amor.

 

19

Borboleta, borboleta

que pousa de flor em flor,

seja sincera e prometa

não pousar no meu amor.

20

Ai, que saudade da praia,

do velho barco a motor,

das rendas daquela saia,

da saia do meu amor!

 

 

Gilson Faustino Maia