21
Olhando pela janela
num dia azul de calor,
ouvia a brisa singela
falar-me do meu amor.
22
Montado no meu cavalo
galopo pelo sertão.
E, do amor, eu sinto o embalo
no fundo do coração.
23
Meu coração, coitadinho,
sucumbe de tanta dor,
tanta falta de carinho,
saudades do meu amor.
24
O amor é carta marcada
no baralho desta vida.
Conheço cada jogada,
desde o início da partida.
25
Quanto amor, amor, amor
e paixão, paixão, paixão,
que não nos trazem calor
quando invadem o coração.
26
O sol é rei do calor,
governa lá na amplidão.
Nos braços do meu amor
sou rei de qualquer nação.
27
A vida, do encontro, é arte,
isto o Vinicius dizia.
Se artista eu fosse, em que parte
meu amor encontraria?
28
Ciranda, minha ciranda,
ciranda do bem- querer,
com meu amor na varanda
é mais doce o meu viver.
29
Quando nasce um grande amor,
Nasce, também, a alegria;
É como um sol de esplendor
no jardim da poesia.
Gilson Faustino Maia
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