sábado, 6 de fevereiro de 2016

Um ano de amor - trovas de 11 a 20 de fevereiro


11

Lá na curva do caminho

meu carro não quer correr,

pois lá existe um ranchinho,

meu amor a esconder.

 

12

Basta, chega desta história

de violência e terror.

Quero a paz, quero a vitória

da poesia e do amor.

 

13

Quero a luz, quero o caminho,

quero a paz e quero o amor.

Quero um mundo bem fofinho,

sem tristeza e sem rancor.

 

14

Ai, que saudade da antiga

vida mansa lá do mar!

Da brisa suave, amiga,

do amor que me faz sonhar!

 

15

Do amor que trago no peito,

e me explode o coração,

carrego com muito jeito,

lembrança da perfeição.

 

16

Lembro com muita saudade

do céu azul do passado,

do viço da mocidade,

do amor, do mar ondulado.

 

17

Força do mal, o rancor,

nos tira a tranquilidade.

A força do bem, o amor,

só nos traz felicidade.

 

18

Eu faço versos de ouvido,

sou, na vida, um cantador,

mas se meu verso é sentido,

é porque é verso de amor.

 

19

Borboleta, borboleta

que pousa de flor em flor,

seja sincera e prometa

não pousar no meu amor.

20

Ai, que saudade da praia,

do velho barco a motor,

das rendas daquela saia,

da saia do meu amor!

 

 

Gilson Faustino Maia

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