domingo, 3 de setembro de 2017

Um ano de amor - trovas de 01 a 31 de outubro


01

 

Eu vim nas asas do vento,

Qual tapete voador,

Trazendo em meu pensamento

A paz sublime do amor.

 

02

 

As curvas do teu corpinho

Me provocam tal calor

Que transpirando carinho

Vou derretendo em amor.

 

03

O mundo é sonho dourado,

Ó Casimiro de Abreu,

Concordo, mas meu passado,

Tanto amor não conheceu.

 

04

 

Pra que seja um sonho, o mundo,

Eu peço a Deus com fervor

Que traga a paz num segundo

Nas asas puras do amor.

 

05

 

Carrego a cruz dos meus anos

Neste mundo sem calor,

Sufocando os desenganos

No grande embalo do amor.

 

06

 

Amor, esteio da vida,

Luz que o meu ser ilumina,

Perdoa a raça fingida

Que te persegue e assassina.

 

07

 

Não há quem possa na terra

Discordar do trovador

Quando, ao som de um mundo em guerra,

Ele faz versos de amor.

 

08

 

Na cadência do meu verso

Mergulho meu pensamento

E todo o amor do Universo

Recolho num só momento.

 

09

 

Sofre quem sente saudade,

Chora quem sente tristeza.

Sem amor, felicidade,

Não há, podes ter certeza.

 

10

 

Um grande amor ao nascer

Traz entusiasmo e vida.

Porém, se um dia morrer,

É bem triste a despedida.

 

11

 

Um lenço branco, o navio

Já se afastando do cais...

Lá vai o amor, que arrepio

Dizer: -Adeus, nunca mais!

 

12

 

Parece coisa que a sorte

Persegue tanto quem ama

Que lhe traz, do amor, a morte,

Logo que o peito se inflama.

 

13

 

No livro de minha vida

Vi escrito em letra escura

As palavras: despedida,

Amor, pranto e sepultura.

 

14

 

Minha mãe, hoje é teu dia.

Com muito amor e emoção,

Te dedico a poesia

Que guardo no coração.

 

15

 

Quanta gente neste mundo

Carrega no peito a dor

Por não querer, num segundo,

Ser partidário do amor!

 

16

Vou caminhando ao relento,

Neste mundo de rancor,

Gravando em meu pensamento

As quatro letras do amor.

 

17

 

Corre, corre, cavalinho,

Pelas campinas em flor.

Vai depressa no caminho

Que me leva ao meu amor.

 

18

 

Felicidade parece

Coisa de pouco valor

Porque nem sempre acontece

Ser procurada no amor.

 

19

 

Trovas de amor, faço assim:

Papel e lápis na mão,

Pensando em quem pensa em mim

E ouvindo o meu coração.

 

20

 

Por que, fujona, voltaste?

Disseste adeus, e partiste!

Novo amor não encontraste

Ou porque eu fiquei triste?

 

21

 

Um dia eu serei caveira

E lama o meu coração.

Irá, minh’alma altaneira,

Levando amor à amplidão.

 

22

 

Nem sempre a gente consegue

Dominar o coração.

Quando um grande amor nos segue ,

Destrói, do peito, a razão.

 

23

 

Minha vida, tão vazia,

Sem sentido e sem calor,

Se cobre de poesia

Nos braços do meu amor.

 

24

 

Três coisas trago na mente

E que todos querem ter

Aqui na vida presente:

Amor, ventura e prazer.

 

25

 

Enquanto a vida balança,

Nessa aventura sem par

Guardo, na minha lembrança,

Aquele amor singular.

 

26

 

Rosa, rosa, o teu perfume

Embriaga o beija-flor;

Assim como, de ciúme,

Me embriaga o meu amor.

 

27

 

Meu irmão, um juramento

Faço ao mundo, sem rancor:

Vou vivendo e meu tormento

Vou transformando em amor.

 

28

 

Guardo no fundo do armário

Do coração sonhador,

Um sublime relicário

Com minhas trovas de amor.

 

29

Sonhei que estava m teus braços.

Foi sonho, quando acordei

Vi, do amor, os meus fracassos

O pranto, então, derramei.

 

30

 

Eu vim do espaço sem fim,

Com gênio de trovador,

Nas asas de um querubim

Para te dar meu amor.

 

31

 

Somente para dar provas

De ter nobre coração,

No seio de minhas trovas,

Falo de amor e paixão.

 

 

Gilson Faustino Maia

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