segunda-feira, 28 de março de 2016

Um ano de amor - trovas de 01 a 30 de abril


01

 

Ai, amor, quanta ternura

encontrei no teu olhar!

Neste mundo de amargura,

só tu podes me alegrar.

 

02

 

Quando nasce um grande amor

nasce, também, a alegria.

É como o nascer da flor

no jardim da poesia.

 

03

 

Amor é germe que invade,

Do coração, o tecido,

que sempre gera a saudade

e deixa o peito sofrido.

 

04

 

Um grande amor quando morre,

no peito deixa a saudade.

O pranto nos olhos corre

sem ocultar a verdade.

 

05

 

Há um deserto em meu peito,

foi meu amor que partiu

e, agindo desse jeito,

toda a minh’alma feriu.

 

06

 

Eu disse à minha tristeza:

-Podes partir, pois o amor

voltou com graça e beleza

ao meu peito sofredor.

 

07

 

Eu tenho, do fogo, a sina

neste olhar devorador

que inflama e queima a menina

que provoca o meu amor.

 

08

 

Não sei se vivo ou se morro.

sinceramente eu não sei.

Não sei se fico ou se corro

daquele amor que encontrei.

 

09

 

Meu peito geme – é tristeza!

No olhar eu mostro essa dor.

Eu, filho da natureza,

eu, fugitivo do amor.

 

10

 

Partindo eu disse: -Algum dia,

meu amor, hei de voltar

nas asas da poesia

somente pra te encontrar.

 

11

 

Vou seguindo o meu caminho,

esquecendo antiga dor,

tentando encontrar carinho

nos braços de um novo amor.

 

12

 

Amor é fruta madura

lá no galho do arvoredo.

Na boca, só água pura,

no pensamento, um segredo.

 

13

 

Mergulho meu pensamento

nas rimas feitas de dor.

Às vezes, por um momento,

encontro as rimas do amor.

 

14

 

O amor é coisinha estranha,

sem fronteira e sem razão;

chega com força tamanha,

que maltrata o coração.

 

15

 

Brisa mansa, no passado,

hoje é forte viração.

Cresce o amor, desesperado,

buscando o teu coração.

 

16

 

No céu há felicidade;

lá no mar há melodia;

no peito, amor e saudade

transbordando poesia.

 

17

 

Por seu verdadeiro amor,

por altruísmo, Jesus,

sofreu, sofreu tanta dor,

morreu pregado na cruz.

 

18

 

Quero amor, paz e alegria

como qualquer criatura.

Traduzir a poesia

do teu olhar de ternura.

 

19

 

Ressurgindo, grandemente,

Cristo, para nos salvar,

deixou na terra a semente

do amor pra se cultivar.

 

20

 

Amor é vento que passa

no jardim do coração.

Recolhe sempre, com graça,

as flores da solidão.

 

 

21

 

Feliz será sobre a terra

quem souber achar valor

em todo peito que encerra

uma semente de amor.

 

22

 

Meu amor, sem teus carinhos

eu não poderei viver.

Bem como a rosa e os espinhos

devemos permanecer.

 

23

 

Acordei, hoje, cedinho,

meu amor, e viajei

em busca do teu carinho

com o qual tanto sonhei.

 

24

 

Quem dera a felicidade

viesse me visitar;

mandasse embora a saudade

do amor que me faz sonhar.

 

25

 

Quando eu era bem criança

ouvi falarem de amor.

Porém morreu a esperança

de achá-lo longe da dor.

26

 

Podes crer, minh’alma chora!

Eu não sei por que razão

omeu amor foi embora

deixando - me em solidão.

 

27

 

No globo em que nós vivemos

rola o tempo sem parar;

e, se do amor nós nascemos,

nós nascemos para amar.

 

28

 

Ai, esse amor impossível

maltrata o meu coração.

O meu viver é terrível

envolto nessa paixão.

 

29

 

Nas ondas dessa saudade,

como poderei viver?

Por amor meu peito arde;

por amor vivo a sofrer.

 

30

 

 

Meu peito sofre calado

uma tristeza, uma dor,

desde o dia em que, coitado,

foi ferido pelo amor.

 

 

Gilson Faustino Maia

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