quinta-feira, 31 de março de 2016

Um ano de amor - trovas de 01 a 31 de maio


01

 

Por ser penoso esse jogo

do amor, se a mente não erra,

eu quero um carro de fogo

para fugir desta terra.

 

02

 

Meu coração não suporta

o que este amor determina:

abre pra mim uma porta

que é, de minh’alma, assassina.

 

03

 

Quero, do amor, o descanso;

fora do peito, a saudade.

Quero um destino bem manso,

um mar de tranquilidade.

 

04

 

O amor é fardo pesado

que temos que carregar,

desde que Adão, por pecado,

chamou Eva para amar.

 

05

 

Teu rosto sempre traduz

o que há em teu coração:

um amor que me seduz

e me cobre de paixão.

 

 

06

 

Naquelas águas serenas,

naquele barco a vapor,

naquelas tardes amenas,

vagava meu grande amor.

 

07

 

Se o amor sobre a terra existe,

por que jamais o encontrei?

Por que, do mundo, tão triste,

pelos caminhos vaguei?

 

08

 

Amor, quem dera, eu poder

neste mundo colocar;

fazer o povo aprender

viver somente pra amar.

 

09

 

Naquela rua onde eu moro,

mora, também, a tristeza;

por isso,amor, quando eu choro,

chora toda a natureza.

 

10

 

Mamãe, te dou meu carinho,

meu amor, meu coração.

tu me mostras o caminho

do bem, da paz, da oração.

 

(Para o dia das mães).

 

 

11

 

Por causa de uma menina

que tanto amor me projeta,

vou seguindo a minha sina,

fingindo que sou poeta.

 

12

 

O “A” de amor aprendi;

“M” foi mamãe quem fez.

O ”O” também consegui;

no “R” errei outra vez.

 

13

 

Sei que Isabel, a princesa,

aboliu a escravidão

usando o amor e a nobreza

que tinha em seu coração.

 

14

 

Quanta tristeza eu senti,

quando abri a minha porta,

lembrando o amor que perdi

nesta estrada escura e torta.

 

15

 

Gosto da chuva que cai;

gosto do sol e do vento;

gosto do amor que não sai

jamais do meu pensamento.

 

16

 

A chuva faz melodia

no teto do barracão.

Teu amor traz poesia

e paz ao meu coração.

 

17

 

Quando o sol, tão claro e ardente,

ilumina um rosto em flor,

no peito lança a semente

maravilhosa do amor.

 

18

Eu vi, do amor, a semente

plantada à beira do mar,

no teu olhar refulgente,

que tanto me faz sonhar.

 

19

 

Dos meus tempos de criança,

alheio às tramas do amor,

carrego tanta lembrança

que até virei trovador.

 

20

 

Talvez o fado maldito

que sempre o amor atrapalha,

termine lá no infinito

onde a vida se embaralha.

 

 

21

 

Quando eu nasci, não sabia

que havia tanta emoção,

nem, também, que conduzia

amor no meu coração.

 

22

 

Silêncio, lá na capela,

por destino traidor,

eu sei que aquela donzela

troca-me por outro amor.

 

23

 

Venha um outro cantador

tomar, enfim, meu lugar,

e, das manobras do amor,

novas trovinhas cantar.

 

24

 

No dia em que desta vida

partir pro reino do amor,

da paz, minh’alma sofrida,

encontrará o calor.

 

25

 

Gastei toda a poesia,

usei todo o meu talento,

quando o amor fez moradia

aqui no meu pensamento.

 

26

 

Se durmo, em sonhos de vejo;

se acordo, só penso em ti;

trouxeste amor desejo,

pergunto: por que fugi?

 

27

 

Não sei qual foi a semente

que tu quiseste plantar,

só sei que o amor, de repente,

Fez o meu peito sonhar.

 

28

 

Nunca o amor foi tão perfeito;

nunca tão grande a emoção.

Carrego dentro do peito

as marcas no coração.

 

29

 

Quando eu vim da minha terra,

trouxe amor pra te ofertar,

nas dobras, que o peito encerra,

de um coração singular.

 

30

 

Sentado à beira da praia,

vendo o mar com seu furor,

a gente quase desmaia

ao lembrar o ausente amor.

31

 

Felicidade consiste,

na vida de um trovador,

em trocar a rima triste

por trovas de puro amor.

 

Gilson Faustino Maia

Nenhum comentário:

Postar um comentário